domingo, 18 de abril de 2010

Telegrama - Zeca Baleiro

Eu tava triste, tristinho.
Mais sem graça que a top model magrela da passarela

Eu tava só, sozinho.
Mais solitário que um paulistano, que o canastrão na hora que cai o pano.
Tava mais bobo que banda de rock,
que um palhaco do circo Vostok.

Mas ontem eu recebi um telegrama.
Era voce de Aracaju, ou do Alabama,
dizendo: nego, sinta-se feliz!
porque no mundo tem algu
ém que diz,
que muito te ama, que tanto te ama, que muito muito te ama, que tanto te ama.

Por isso hoje eu acordei com uma vontade danada
de mandar flores ao delegado
de bater na porta do vizinho e desejar bom dia,
de beijar o português da padaria.

Hoje eu acordei com uma vontade danada
de mandar flores ao delegado
de bater na porta do vizinho e desejar bom dia,
de beijar o português da padaria.

Mama, oh mama, oh mama
Quero ser seu, quero ser seu, quero ser seu papa
Mama, oh mama, oh mama
Quero ser seu, quero ser seu, quero ser seu papa

sexta-feira, 9 de abril de 2010


O modo de viver que se quer agora! Entre ser feliz e viver no mundo de hoje e ser capaz de reflectir e viver no nosso próprio mundo, o que importa é esse equilíbrio.

De nada nos vale viver apenas a vida física, sem qualquer tipo de racionalização, de consciência do nosso interior, de harmonização dos pensamentos. Mas também de nada nos vale viver apenas daquilo em que acreditamos, dos nossos ideias e formas de ver e viver a vida, se no fundo, vivemos num mundo com o qual temos de interagir diariamente.

Não é totalmente possível, hoje em dia, isolarmo-nos do mundo em que vivemos para vivermos no nosso mundo. As relações já estabelecidas ficam fracas e deterioram-se, as conversas ficam estranhas e apenas dentro da nossa mente. Tudo é vivido dentro dela com na intensidade que devia ser externa.

A vida física e interactiva dentro do que se chama na literatura “comunidade”, ou , por outras palavras, o excesso de comunidade e consequente necessidade exagerada de companhia e aceitação social, tira ao nosso eu a criatividade que lhe é inerente, deixando-o bruto e insensível. Por outro lado, o excesso de isolamento em relação a essa comunidade priva-nos desses relacionamentos necessários e preciosos ao crescimento e desenvolvimento do nosso eu, à “experimentação de nós mesmos através dos outros”.

O que se precisa é então de um balanço, de um equilíbrio entre as duas partes do nosso ser. A que nos faz, de certa forma, expressar o nosso potencial e da qual dependemos inevitavelmente; e a que faz de nós seres elevados e iluminados, em constante contacto com a nossa própria natureza individual.

“Comunidade nos dá calor, solidão nos dá luz”.

terça-feira, 6 de abril de 2010

A princesa encontra-se neste momento em estudos e reflexões.