Aqui estou eu, a tentar trabalhar, fazer alguma coisa efectivamente produtiva, sem conseguir. Sem a mais ínfima vontade, sem a mínima capacidade de concentração. As memórias estão demasiado vivas para conseguir. Muita loucura, muita intimidade. Demasiado toque, demasiado olhar. Tudo foi demais para agora conseguir pensar noutra coisa. O toque continua por todo o meu corpo. Muito físico, muito psicológico. Os corpos nadavam um no outro, os olhares entrelaçavam-se. O desejo falava pelo toque, não podia ser mais verbal. Não havia necessidade, era tudo muito claro.
Explosão!

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