domingo, 24 de janeiro de 2010

Que errado!

Apesar de tudo, depois deste tempo, ainda consigo ter o coração a bater forte, expectante. Como se precisasse de te encontrar, de te ver, de te tocar. Como se precisasse de falar contigo e de te dizer o que sinto. Ou melhor, o que senti. Que agora é tarde e agora já passou. Às vezes sonho que não acabou assim. Que o futuro ainda nos vai reservar uma surpresa. Depois acordo. E tomo consciência de que isso não vai acontecer. Que não pode acontecer. Porque é errado. E porque ia acontecer tudo de novo. Igual. Será que ia? Bom, o que importa é que te afastei para não ter de me preocupar com essas coisa mas acabo sempre por ir atrás de ti. Que errado! Depois dá nisto: esta confusão, esta palpitação, esta esperança.

Um dia gostava de acordar no passado!

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