terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

É em momentos como este que me ponho a pensar nos meus motivos. Na razão pela qual estou aqui. Começo a considerar que o meu estado no dia em que entrei naquele carro e informei a minha mãe da minha decisão era de pura loucura. Sim, eu só podia estar louca. Num daqueles dias dava-tudo-para-poder-desaparecer-daqui ou vou-me-embora-porque-estou-farta-desta-merda. Os tempos não eram fáceis e nada melhor se avizinhava. Pensei que era o correcto. E de certa maneira foi. Consegui afastar o que queria afastar e fortalecer o que quis fortalecer. Mas, raios me partam, parei para pensar em mim? No que a minha vida seria aqui ou deixava de ser lá? Não, não parei. Foi mesmo daquelas decisões bom-vou-ver-se-bato-com-a-cabeça-se-me-atirar. E bati, com muita força. Tanta que ainda dói e só vai parar lá para Agosto! Oh, valha-me sei lá o quê. Eu e esta minha mania estúpida de decisões precipitadas. Que, no final, se revelam sem nexo e que me deixam apenas sozinha. Neste meu mundo estranho. A que, um dia, chamei revolucionário.

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